O
primeiro desafio quando nos colocamos para refletir sobre a maneira que o
cristão deve se portar em relação a Deus e em relação aos homens através de seu
testemunho, consiste em estabelecer um ponto de partida normativo, isto é nós
precisamos estabecer um parâmetro uma hierarquia teórico-prática que nos
forneça um ponto de partida e uma base central de submissão dos argumentos
apresentados. Sem esse principio fundamental se torna impossível tecer qualquer
tipo de comentário impositivo já que a interpretação de institutos como a moral,
ética e costumes se tornará subjetiva ao julgamento particular de cada um,
sendo suas conclusões o resultado de aprendizado secular e conhecimentos
axiomáticos depreendido ao longo da vida do individuo.
1.
A Revelação direta do Espírito Santo
Em
relação aos salvos por Cristo sabemos que em dado momento o próprio Espirito
santo se manifesta à ele para o situar de seu estado decaído (Jo 16:8-11),
também opera o apresentando ao Senhor Jesus Cristo como seu salvador(Jo 16:13).
Por esse princípio não há que se falar em salvação se não houve essa epifania,
isto é essa presença real de Deus executando a salvação do ser humano.
2.
A Revelação pela Escrituras Sagradas
Analisando
as cartas de Paulo podemos concluir que para ele as escrituras sagradas mesmo
as do Antigo Testamento são proféticas e são a própria revelação de Deus para o
homem (Rm 1:2) Em relação a palavra de Deus os judeus tiveram a preferencia em
recebe-las e o dever em parte não cumprido de anuncia-las as nações (Rm 3:1,2 “ ta logia tou theou”) O Novo testamento aborda toda Bíblia como a
Palavra total de Deus para a humanidade (2Tm 3:16; 2Pe 1:20,21).
No
entanto a intensão dos escritores sagrados não era em absoluto submeter a
verdade da nova aliança ao Antigo Testamento, mas mostrar que a revelação de
Cristo está diretamente ligada com a continuação e cumprimento das profecias
dadas a Israel. O escritor aos Hebreus se preocupa em validar as verdades
contidas no Antigo Testamento em quatro teses principais.
Primeiro:
A graça já era manifestada aos homens no Antigo Testamento (Hb 1:1-2), assim
ninguém pode se escusar dizendo desconhecer a vontade de Deus.
Segundo:
A igreja não constitui concorrente com o plano da salvação de Israel, mas é a
continuidade e cumprimento desse plano (Hb 11:39,40).
Terceiro:
Nenhum judeu pode chegar ao conhecimento das verdades do Antigo Testamento a
não ser que venha sobre ele a inspiração do Espirito Santo operada pela fé na
graça de Cristo(Hb 9:8,11), essa verdade está presente também em 2Corintios
3:15-16.