quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Base da Revelação Verdade Divina


O primeiro desafio quando nos colocamos para refletir sobre a maneira que o cristão deve se portar em relação a Deus e em relação aos homens através de seu testemunho, consiste em estabelecer um ponto de partida normativo, isto é nós precisamos estabecer um parâmetro uma hierarquia teórico-prática que nos forneça um ponto de partida e uma base central de submissão dos argumentos apresentados. Sem esse principio fundamental se torna impossível tecer qualquer tipo de comentário impositivo já que a interpretação de institutos como a moral, ética e costumes se tornará subjetiva ao julgamento particular de cada um, sendo suas conclusões o resultado de aprendizado secular e conhecimentos axiomáticos depreendido ao longo da vida do individuo.

1. A Revelação direta do Espírito Santo
Em relação aos salvos por Cristo sabemos que em dado momento o próprio Espirito santo se manifesta à ele para o situar de seu estado decaído (Jo 16:8-11), também opera o apresentando ao Senhor Jesus Cristo como seu salvador(Jo 16:13). Por esse princípio não há que se falar em salvação se não houve essa epifania, isto é essa presença real de Deus executando a salvação do ser humano.

2. A Revelação pela Escrituras Sagradas
Analisando as cartas de Paulo podemos concluir que para ele as escrituras sagradas mesmo as do Antigo Testamento são proféticas e são a própria revelação de Deus para o homem (Rm 1:2) Em relação a palavra de Deus os judeus tiveram a preferencia em recebe-las e o dever em parte não cumprido de anuncia-las as nações (Rm 3:1,2 “ ta logia tou theou”)  O Novo testamento aborda toda Bíblia como a Palavra total de Deus para a humanidade (2Tm 3:16; 2Pe 1:20,21).

No entanto a intensão dos escritores sagrados não era em absoluto submeter a verdade da nova aliança ao Antigo Testamento, mas mostrar que a revelação de Cristo está diretamente ligada com a continuação e cumprimento das profecias dadas a Israel. O escritor aos Hebreus se preocupa em validar as verdades contidas no Antigo Testamento em quatro teses principais.

Primeiro: A graça já era manifestada aos homens no Antigo Testamento (Hb 1:1-2), assim ninguém pode se escusar dizendo desconhecer a vontade de Deus.

Segundo: A igreja não constitui concorrente com o plano da salvação de Israel, mas é a continuidade e cumprimento desse plano (Hb 11:39,40).

Terceiro: Nenhum judeu pode chegar ao conhecimento das verdades do Antigo Testamento a não ser que venha sobre ele a inspiração do Espirito Santo operada pela fé na graça de Cristo(Hb 9:8,11), essa verdade está presente também em 2Corintios 3:15-16.

Quarto: O entendimento do Antigo Testamento é controlado pelo evento relacionado a vida de Cristo (Hb 1:3). 

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